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Sui Ishida revela rotina de até 13 horas em Tokyo Ghoul

Sui Ishida contou que trabalhava de 12 a 13 horas por dia e atravessava a noite até seis vezes por semana durante a serialização de Tokyo Ghoul.

Ken Kaneki em painel em preto e branco do mangá Tokyo Ghoul
Ken Kaneki no mangá Tokyo Ghoul. Imagem: Sui Ishida/Shueisha.

Sui Ishida revelou que trabalhava de 12 a 13 horas por dia durante a serialização semanal de Tokyo Ghoul. Em entrevista ao projeto Manga Million, da Shueisha, o autor relembrou uma rotina em que atravessava a noite trabalhando durante cinco ou seis dias por semana.

O relato ajuda a dimensionar a pressão envolvida na produção de um mangá semanal. Ishida disse não se lembrar com precisão de quais dias eram dedicados ao trabalho, tamanha a repetição do cronograma.

Jornada continuava pela manhã

O trabalho não terminava quando as páginas eram desenhadas. Segundo Ishida, ele e seus assistentes se reuniam por volta das 10h para discutir storyboards e organizar as próximas etapas.

Esses encontros duravam entre 30 minutos e uma hora. Na prática, a reunião acontecia depois de noites inteiras de produção, reduzindo o espaço disponível para descanso durante boa parte da semana.

O autor já havia comentado anteriormente os efeitos físicos e emocionais desse período, incluindo o desgaste de saúde e a sensação de que a série ocupava quase todo seu tempo pessoal.

Final de Tokyo Ghoul:re trouxe dificuldades

Ishida também falou sobre os desafios criativos encontrados perto da conclusão de Tokyo Ghoul:re. Ao desenvolver a parte final da história, ele recorreu a um amigo de confiança e à irmã mais velha para discutir ideias.

O retorno dessas pessoas ofereceu uma perspectiva diferente e mudou a maneira como o mangaká enxergava a colaboração. Pensar a narrativa junto de outras pessoas passou a ser uma parte mais positiva do processo, em contraste com o isolamento da rotina anterior.

Pressão ajuda a explicar a mudança de ritmo

Tokyo Ghoul foi serializado entre 2011 e 2014, enquanto a continuação Tokyo Ghoul:re circulou de 2014 a 2018. A publicação semanal exigia capítulos em intervalos rígidos e pouco espaço para reorganizar o cronograma.

O novo depoimento não reduz o trabalho dos assistentes ou editores, mas mostra como a responsabilidade concentrada no autor pode afetar saúde, sono e decisões criativas. O caso também reforça discussões antigas sobre condições de trabalho na indústria de mangás.

Choujin X segue um calendário mais flexível

Atualmente, Ishida publica Choujin X, série iniciada em 2021. Diferentemente de Tokyo Ghoul, os capítulos não seguem o mesmo calendário semanal rígido e chegam em intervalos mais flexíveis.

A mudança permite adaptar a produção às necessidades de cada capítulo. A VIZ Media publica a obra em inglês e disponibiliza capítulos por meio do Shonen Jump.

A entrevista faz parte do Manga Million, projeto internacional da Shueisha. O depoimento de Ishida oferece um registro importante sobre o custo humano por trás de uma das séries mais conhecidas da década passada.

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