Resposta curta: O mangá estabelece que todos os humanos vão para Mu — “nada” — depois da morte. Assim, céu e inferno não funcionam como destinos reais na cosmologia principal de Death Note.
Em Death Note (DEATH NOTE / デスノート), a resposta fica mais clara quando separam-se os fatos mostrados pela obra, as escolhas da adaptação e as interpretações populares.
O que a obra mostra
Ryuk introduz a dúvida ao dizer que um usuário do caderno não poderá ir a nenhum dos dois lugares. Light deduz que a regra só faria sentido se esses destinos não existissem. A obra confirma depois que a morte é igual para todos e irreversível.
De onde vem a confusão
Mu não é apresentado como sala, dimensão ou purgatório. A palavra significa ausência: a pessoa deixa de existir. Transformar esse nada em reino secreto contradiz o propósito seco das regras e reabre uma vida após a morte que o texto fecha.
Como interpretar a questão
Shinigami continuam existindo porque não são almas humanas mortas; são outra espécie, com reino e regras próprios. O fato de prolongarem a vida roubando tempo não demonstra que humanos se tornam shinigami.
Conclusão
Death Note usa Mu para retirar recompensa sobrenatural e castigo final. As escolhas de Light precisam ser julgadas pelo que causam em vida, não por um tribunal após a morte.
Referências na obra: Mangá Death Note, capítulo 1 e regras finais do volume 12.
Nota editorial: este guia separa informação canônica, diferenças de adaptação e leitura crítica. O texto será atualizado se uma fonte oficial posterior alterar algum ponto.