Desde a retomada no cinema da producão nacional ocorrida em 1995, nunca tantas animações foram lançadas em um mesmo ano quanto em 2017, em que sete filmes animados chegaram as telonas dos 18 que foram produzidos no período de 22 anos, quebrando o recorde anterior de quatro lançamentos em 2014, informou o Ministério da Cultura.

O crescimento deve continuar, já que 25 longas animados estão em desenvolvimento. Nas bilheterias também ouve um aumento, visto que a animação Lino ficou entre as 20 maiores arrecadações nacionais de 2017, de um total de 158 produções lançadas. Apesar disso, o resultado ainda precisa ser maior, visto que o valor não foi superior ao seu orçamento.

Quando se trata de produções televisivas, os resultados também são positivos, com o maior investimento dos canais infantis em séries animadas nacionais, que obtém ótimos resultados, como Peixonauta e O Show da Luna, que são líderes de audiência do Discovery Kids. Os desenhos animados também trazem outros resultados positivos, como O Show da Luna ter distribuição internacional para 74 países ou Historietas Assombradas ganhar um filme para os cinemas.

Esse grande crescimento de uma área que não possuía tanto espaço no mercado audiovisual brasileiro foi impulsionada pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que desde sua implantação em 2007, investiu mais de R$ 109 milhões em produções do tipo. Criadores de animações de sucesso, como Ricardo Rozzino (Peixonauta, O Show da Luna), Andrés Lieban (Meu AmigãoZão) e Victor-Hugo Borges (Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas), reconheceram a importância e contribuição do FSA para o desenvolvimento de suas produções.

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